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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diferença entre formol e acido formico

Ácidos Carboxílicos e ésteres

• Ácidos carboxílicos



Os ácidos carboxílicos são caracterizados pela presença do grupo funcional carboxila (carbonila + hidroxila). Sua fórmula geral pode ser representada da seguinte forma:

ácido carboxílico mais simples estruralmente é o ácido metanóico (HCOOH), mais conhecido como ácido fórmico. Este ácido é chamado “fórmico” porque vem da picada das formigas, estando presente, ainda, nas urtigas e no ferrão das abelhas. Trata-se de um líquido incolor, solúvel em água, forte e irritante. Em contato com a pele pode causar bolhas, coceiras e inchaço (quem nunca tomou uma picada de formiga ou de abelha?).

Mas quem pensa que o ácido metanóico só serve para causar dor e coceira quando vítima de uma picada está enganado. Este ácido tem diversas aplicações utéis no nosso dia-a-dia. O ácido fórmico pode ser usado no tingimento de lãs, no curtimento de peles de animais, como conservante de sucos de frutas e também na produção de desinfetantes.

Outro ácido carboxílico bastante conhecido e importante é o ácido etanóico. Usualmente chamado de ácido acético, está presente no vinagre que temperamos as saladas (5% do nosso vinagre é de ácido acético, o resto é água). Líquido incolor, de sabor azedo e solúvel em água, é usado na alimentação e na produção de alguns compostos orgânicos como plásticos, ésteres, acetatos de celulose e acetatos inorgânicos.

O ácido etanóico pode ser obtido a partir da fermentação do vinho, por meio da reação abaixo representada:

• Nomenclatura dos ácidos carboxílicos:

Coloca-se a palavra “ácido” seguida do hidrocarboneto correspondente com a terminação “óico”. A cadeia principal, ou mais longa, será aquela que conter a carboxila. A numeração da cadeia é feita a partir da extremidade que contem a carboxila.

Na nomenclatura usual, coloca-se a palavra “ácido” seguida de um nome que lembra alguma característica do ácido. Exemplos:

 Ésteres



São compostos que contém a seguinte fórmula geral, sendo “R” radicais hidrocarbonetos não necessariamente iguais:








Os ésteres são produzidos a partir da reação química entre um ácido carboxílico e um álcool, que origina como produto éster e água. A esta reação denominamos “reação de esterificação”.

Os ésteres podem ser encontrados na forma de essências, óleos ou ceras. Quando derivados de álcoois de cadeia curta, formam as essências, que são fundamentais na indústria alimentícia, pois imitam o sabor e o aroma de frutas, sendo usadas em balas, sucos artificiais, gelatinas, sorvetes, etc. 

Os óleos e gorduras são ésteres de cadeia longa. Como exemplo destes temos a manteiga e margarina, o azeite de oliva, o óleo de soja e o sebo, usado na fabricação de sobonetes e sabões. 

Quando o éster for derivado de álcoois de cadeia longa, teremos a formação das ceras, que são muito usadas na fabricação de graxa para sapatos, velas, ceras para dar brilho aos pisos, entre outros.

• Nomenclatura dos ésteres:

Colocamos o nome da cadeia de hidrocarboneto que aparece antes do oxigênio dando a ela a terminação “ato”; colocamos a preposição “de” e, em seguida, o nome da cadeia de hidrocarboneto que aparece depois do oxigênio com a terminação “ila” (considerando-a radical). Veja os exemplos: 


Aldeídos e cetonas

 • Aldeído

Os aldeídos são caracterizados pela presença do grupo funcional formila na ponta de uma cadeia carbônica. Dessa forma, sua fórmula geral pode ser assim representada:

aldeído estruturalmente mais simples, e também o mais conhecido, é o metanal (H2CO), usualmente chamado de aldeído fórmico ou formaldeído. Trata-se de um gás incolor, bastante solúvel em água, com odor muito forte e irritante.

Na prática, ele é usado na forma de solução aquosa, recebendo o tão famoso nome de “formol”. O formol, muito usado nos produtos para alisamento de cabelo, está sendo substituído por outros produtos, devido ao seu caráter danoso para a saúde humana: segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os vapores do formol são altamente agressivos às mucosas, olhos e aparelhos respiratórios. Ainda assim, muitos salões de beleza continuam utilizando produtos com acima de 0,2% de formol em sua composição, ultrapassando o limite permitido pela ANVISA.

Além do uso cosmético, o metanal também é utilizado como desinfetante e na fabricação de medicamentos, plásticos e explosivos. Na medicina, ele serve como conservador de cadáveres e de peças anatômicas.

Outro aldeído muito importante é o etanal (H4C2O), também chamado aldeído acético. Assim como o metanal, tem cheiro forte e é solúvel em água. É usado na fabricação de pesticidas, medicamentos, inseticidas e espelhos.

• Nomenclatura dos aldeídos:
Acrescenta-se ao nome do radical hidrocarboneto o sufixo “al”, indicador da função aldeído. As insaturações e ramificações da cadeia do radical hidrocarboneto devem vir indicadas por números. A numeração deve começar a partir do grupo carbonila. Veja os exemplos:

• Cetona 


São compostos orgânicos caracterizados por apresentarem dois radicais hidrocarbonetos ligados entre si pelo grupo carbonila (CO). Fórmula geral:
 

A mais comum das cetonas é a propanona, conhecida comercialmente como acetona. Trata-se de um líquido incolor, solúvel em água, de cheiro agradável, volátil (evapora com facilidade) e inflamável. Usada como solvente de esmaltes, graxas, vernizes e resinas, a propanona também é utilizada na extração de óleos de sementes vegetais, na fabricação de anidrido acético e medicamentos.

As cetonas são encontradas na natureza em flores e frutos. Cetonas artificiais e naturais são usadas como perfumes e alimentos.

• Nomenclatura das cetonas:

Acrescenta-se ao nome do hidrocarboneto correspondente o sufixo “ona”, indicador da função cetona. Quando houver acima de três carbonos na cadeia, deve-se indicar a posição do grupo carbonila por números. Na nomenclatura usual das cetonas, dá-se o nome dos radicais presos à carbonila e, em seguida, coloca-se a palvra “cetona”.

Exemplos: 
Informação retirada do blog Q.I educação

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